Vê-la
é acender
a luz que há
dentro de mim.
Vela
remédio santo
contra toda
saudade.
Ícaro Estrela
quinta-feira, 29 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 07:41 2 comentários
Marcadores: Luz, Mini-Verso, Olhar
terça-feira, 20 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 09:26 2 comentários
Marcadores: Amor, Despedida, Mini-Verso
terça-feira, 13 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 20:35 2 comentários
Marcadores: Amor, Desencontro, Encontro, Prosa
segunda-feira, 12 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 17:47 1 comentários
Marcadores: Amor, Mini-Verso, Tatuagem
domingo, 11 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 16:58 0 comentários
Marcadores: Crônica, Esperança, Inesperado, Lição
Espelho, espelho meu
Existe alguém mais patético
Do que eu?
Ele embaçou
e não respondeu.
Quem cala, consente!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 17:30 0 comentários
Marcadores: Eu, Mini-Verso, Olhares
Buscam as pessoas rápidas soluções
frequentam igrejas, passam cheques sem fundo
rogam a Deus e aos Bancos privados
empréstimos-pontes
para serem pagos em 20, 60, 1000 vezes
e esperam, impacientemente,
ter seus pedidos atendidos
via Sedex.
Ícaro Estrela
quarta-feira, 7 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 10:36 1 comentários
Marcadores: Dinheiro, Fé, Mini-Verso
domingo, 4 de outubro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 17:24 1 comentários
“A gente não escolhe quem amar. O amor não é uma escolha, é uma imposição. Talvez de todos os sentimentos seja o amor, a emoção mais autoritária, mais despótica que nos obriga a aceitar aquilo que não é razoável e a receber aquilo que não nos é benéfico. Sorte têm os amantes que verdadeiramente se encontram. Aqueles que se reconhecem no olhar. Mas estes estão cada vez mais raros.
O amor é um grande tirano. Veja só o que ele tem feito comigo! Tem me aprisionado há três anos. Tem me feito chorar e implorar por uma mulher que não se importa nenhum um pouco e que deve ainda zombar do que sinto.
Esse amor, que os poetas e músicos cantam e pintam como um demônio coroado de flores, tem me arrancado as noites de sono, me privado da razão e me deixado à espera de algo que não virá.
Se tem beleza o amor? Isto eu não sei. Até agora só lhe viu a carranca. Tem a verdade do sofrimento; a verdade do meu sofrimento. Mas é incompleto, duro e, num desassossego, me faz definhar em um lugar esmo e sombrio, em um lugar que pertence ao outro e que nunca, por razão alguma, será meu.
Romântico, eu persisto... Ironicamente, me deixo moldar por esse sentimento que tanto abomino. É o amor o pior de todos os demônios, o mais cruel...”
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura...”
(Rita Lee e Roberto de Carvalho)
Os jornais da semana noticiaram um fato curioso: quatro adolescentes de uma pequena cidade do Panamá encontraram uma estranha criatura que classificaram como “vinda de outro mundo”. Com medo de serem atacados, os jovens mataram a pedradas o suposto ET e depois desovaram o seu cadáver em um lago. Os rumores sobre ‘o alienígena’ rapidamente se espalharam, chamando a atenção da imprensa e de estudiosos locais.
Até o momento, os cientistas não souberam identificar a origem de tal criatura. Alguns, no entanto, afirmam se tratar de um animal desconhecido ou com problemas de formação. O que mais espanta nesta história é que a criatura não apresenta características físicas similares a de outros animais e teria supostamente tentado agarrar um dos jovens.
.....
Depois que o famigerado chupa-cabras deu um bordejo por terras mineiras, não duvido de mais nada. Ultimamente ando abraçando a tese do apresentador Jô Soares: “Não me assusto com mais nada! Se essa caneca me disser bom dia, eu respondo: Bom dia, caneca!”
Diante das inúmeras coisas incríveis que acontecem todos os dias, por que eu haveria de não acreditar em extraterrestres e em discos voadores? Quer coisa mais absurda do que bala perdida e milícia formada por policiais. Cada vez mais suspeito da realidade e penso vivermos em uma bem enredada ficção científica.
O que me motivou a escrever esta crônica, ops, esta prosa (ainda não me sinto à vontade com a nomenclatura “crônica”) não foram as notícias sobre o mais novo ET do pedaço, mas sim a crueldade com que os rapazes panamenhos trataram o “pobre” visitante do espaço. Pode parecer algo incoerente pensar assim, mas temo que esse modo de tratamento não seja tão incomum e, pode ser estendido a qualquer um que apresente — digamos — traços e qualidades não muito ortodoxas.
O que justifica o ataque ao ET? Será que a criatura aparentemente frágil teria realmente tentado atacar os rapazes, ou o medo do desconhecido teria despertado nos jovens o sentimento da injustificada vilania? Realmente não sei. Sou humano e não sei o que faria se estivesse numa situação do tipo. Mas, daqui do meu mundinho, observando de longe, com toda a certeza não faria o mesmo. Tentaria, talvez, uma aproximação, estabelecer algum tipo de comunicação, dizer um olá à criatura.
Assombro maior que cair nas armadilhas do inconsciente coletivo e das experiências ainda não comprovadas, é deixar-se arrastar pela ignorância e pela violência, quando diante de algo ou alguém que nos parece estranho somos possuídos pelo preconceito e pelo desejo de discriminar.
Não é preciso ter notícias do Panamá para ver exemplos de apartheid sociocultural e de agressão. Não é preciso a vinda de nenhum ET para ocorrer apedrejamentos. Basta observar! Todos os dias pessoas são segregadas. Todos os dias negros, pobres, homossexuais, deficientes e pessoas pertencentes a grupos minoritários são apedrejados.
O mundo luta contra aquilo que vem de fora, com o inusitado, com o estranho. A literatura e o cinema estão cheios de exemplos. Humanos, mocinhos; extraterrestres, terríveis vilões. Talvez estas produções sejam formas de exteriorizar os nossos piores sentimentos diante do desconhecido, diante do terror sempre provocado pelo reconhecimento do outro. Mas o mundo se esquece de algo maior e imprescindível para um convívio melhor e pacífico aqui mesmo neste planetinha confuso: combater o mal que vem de dentro, que nos decepa a humanidade e nos torna cada vez mais parecidos com animais.
domingo, 20 de setembro de 2009 | Postado por Ícaro Estrela às 12:16 0 comentários
Marcadores: Crônica, Desconhecido, Diferenças, Discriminação, ET, Medo, O outro
E perdemos tanto tempo
Com palavras sem sentido.
Somos duas pessoas
Que caminham em direções opostas.
Tu não me percebes e eu não te vejo
O ruído dos automóveis, das sirenas
Do tempo a correr
Não nos deixar escutar um ao outro.
Nesta cidade, onde tudo é de pedra,
(Até corações humanos)
Os arranha-céus parecem gritar
Levantar os braços aos céus
E esmolarem afeto.
Estou partido ao meio.
Como uma rua e suas encruzilhadas
Esperando-te passar.
Meu coração é um semáforo!
A luz sempre no amarelo
Sem parar, ou partir
Acelerado e estanque
Em um beco qualquer do peito.
Ícaro Estrela
Triste é o verso feito apenas de palavras.
Aquele que carece de calor humano,
De carinho e abraço.
Aquele que nunca sentiu o gosto real de um beijo
Para dizê-lo no poema, doce, tenro e mágico.
Triste é o verso que não sabe nada da vida.
Aquele verso oco e infértil
que feito um deserto abre seus mil-dedos na estrofe,
cujo oásis é sempre uma miragem
que encanta os olhos, mas nunca mata a sede
de quem por amor procura.
Triste é o verso que não tem nada a dizer
E diz um pouco de tudo.
O verso que tenta recriar o que lhe falta
Um verso torto, imperfeito
Cheio de palavras, mas
eloqüentemente mudo.
Ícaro Estrela